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segunda-feira, 17 de novembro de 2014

O grafite na Cibercultura



A cibercultura trouxe ao grafite uma expansão de ideais, pois o alcance da arte através de blogs, fotologs, facebook e sites dá liberdade ao artista de eternizar todas as suas obras feitas e reuni-las onde todos podem ter acesso independentemente de tempo e espaço. A arte que talvez estivesse fadada a desaparecer com o tempo pelo espaço (urbano), hoje tem sua memória preservada pela acessibilidade da web.
As redes sociais em torno do grafite estão inscritas nas condições de tribos urbanas, estando diversificadas através da pós modernidade, se convertendo em um elemento estético e um modo de ser e ver o urbano na sociedade contemporânea, tornando-se uma outra forma de ultrapassar a linguagem formal da arte, que seria somente considerada no "ali" e "agora". Permite inclusive um alcance global, levando o artista a um outro patamar de reconhecimento através de uma simples postagem, de forma a dar liberdade aos envolvidos de trocar experiências, técnincas e novas descobertas.
A interação não se aplica somente no espaço urbano, quem viu, vê e verá, por exemplo, as fotos de um grafite. Algo que já se tornou desterritorializado pelos meios de comunicação de massa e migram para uma forma muito mais veloz e dinâmica. Porém, as mídias digitais não conseguem captar a essência na hora da execução do trabalho, que é algo único para quem está dentro do projeto, sendo algo singular e uma qualidade particular,  que é significativo para a arte de rua e aquele que a faz.

O grafite se deve ao território como marca de uma "tribo" onde a conquista de novos espaços urbanos e digitais trazem uma nova realidade e um novo contexto para as mesmas conquistas territóriais, cujo espaço e tempo diferem do meio original que é a rua, passando a ser um novo modo de diálogo e forma de interação desta arte ao público. E o fato de buscar novos lugares para grafitar também ganha proporção, projeção e criatividade, sendo uma arte híbrida, moderna e embarcada na cibercultura de forma indeterminada.
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segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Entre as emoções, a lei e a arte.

 

 Grafite sempre foi um tema bastante polêmico, arte ou sinônimo de transgressão? Na década de 60, em Paris, foi adotado como contracultura, mas ganhou força nos guetos americanos somando-se a cultura hip hop bastante influente na época. Porém, a partir da promulgação da lei número 12.408 de maio de 2011, que altera o artigo 65 da lei número 9.605 de fevereiro de 1998, o grafite passou a ser descriminalizado, exceto em casos onde não há a prévia autorização para execução da arte, a comercialização de tintas em embalagens aerossol também não é permitida para menores de 18 anos em todo o território nacional.

   Pichar edificações ou monumentos urbanos continua sendo proibido e acarreta pena de até um ano de detenção mais multa. Atualmente considera-se que o grafite tenha enorme valor cultural, histórico e social, e seja relevante e representativa fonte dos sentidos e contextos das cidades, que por sua vez é entendida como mensagem e meio, simultaneamente, ao veicular o grafite.

   Pode se considerar, portanto que, o espaço não só é um suporte para a criação, como sua matéria-prima. Seu público-alvo torna a ser qualquer pessoa que cruze aquele trajeto e visualize sua mensagem.

   O grafite pode ser considerado como uma forma de expressão, uma vez que busca externalizar as emoções do autor. Segundo o Dr Ehrenfried O. Wittign“A pichação, ou especialmente o grafite são expressões de concepções de emoções com conotação ou tradução de alegrias, ansiedades, sofrimentos, para incomodar, agredir, desafiar, transformar, decorar, gritar ou por prazer, como outras artes.”

   Também expressam insatisfações pelo estado de vida, injustiças, auto realização, exposição pública e comunicação.

   O grafite, como forma de arte, provoca algum tipo de emoção no espectador. Ainda que nenhuma obra cause exatamente a mesma sensação, existe uma característica em comum entre elas: a estética. Esta, inclusive, de acordo com Clive Bell diferencia obras de arte de pinturas descritivas, pois liga o observador à criação sentimentalmente.

   O fato é que o ser humano tem necessidade de manifestar seu interior, e é excelente que ele o faça, para que possa prosseguir com uma vida mais leve, saudável e feliz. Porém é de extrema importância que sejam mantidos os princípios éticos e legais. A expressão é positiva desde que não interfira negativamente no espaço do próximo. Praticar o graffiti é artístico, executar a pichação é criminoso.
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segunda-feira, 3 de novembro de 2014

A Mulher na Cena do Graffiti


A exemplo de outros setores da sociedade, as mulheres vêm quebrando tabús, buscando seu espaço na arte do graffiti. Emprestam sua sensibilidade a um segmento até então dominado pelos homens. Elas estão ganhando cada vez mais espaço no meio urbano e mostrando a força da mulher, destacando-se com sua criatividade e feminilidade.

Tivemos a oportunidade de conversar com a grafiteira da região do ABC, Gabi Oliveira, conhecida como Gabi Japa, que nos contou um pouco sobre o seu trabalho. Ela acredita que, quando a mulher é a artista, ela sente a necessidade de expressar e mostrar tudo o que vive, também nos contou como conheceu o grafite, como é o seu processo de criação, o seu estilo de arte e citou suas principais influências na arte.

Como mulheres referências no graffiti, podemos citar a carioca Panmela Castro, que já esteve listada entre as 150 mulheres mais importantes do mundo, e tem uma característica forte em suas obras por denunciar a violência contra a mulher. Também podemos destacar a artista Magrela, que faz seus personagens expressando sempre as suas angústias, dúvidas ou alegrias, Magrela acredita que a rua é uma válvula de escape, onde acima de tudo é preciso expor todas as suas emoções. A Minhau, companheira do graffiteiro Chivtz, sai colorindo a cidade com seus gatinhos e Nina Pandolfo, faz desenhos bem fofos e delicados.

Algumas mulheres no graffiti possuem os traços mais firmes, outras mais delicadas, mas suas visões reafirmam as cobranças de igualdade de gêneros, luta feminista e fazem do muro uma grande tela a céu aberto. Um olhar feminino sob o cotidiano das grandes metrópoles.

Confira a entrevista com a Gabi Oliveira:

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segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Arte Social


As sociedades são feitas de ideias, perspectivas, imagens e atitudes em comum. A cultura de massa é aquela que visa, antes de tudo, atingir a aceitação consensual da maioria, seja para fins materiais ou sociais. Caminhando da mesma maneira, existe a cultura jovem, que é descrita pela reunião do conjunto de características sociais, artísticas e comportamentais do adolescente.
O jovem sempre esteve presente, apesar de só ter ganhado espaço próprio em meados da década de 60, os chamados anos rebeldes, onde as produções midiáticas, culturais, materiais e fashionistas passaram a criar setores voltados para ele, ao se dar conta do poder de sua ideologia intensa, comunicação e expressão de pensamentos.
O comércio percebeu que os adolescentes são criadores de opinião, e mais tarde, os mesmos passaram a reconhecer e usar desta ferramenta também. Dentre as estradas de expressão que traçaram, encontra-se o Grafitti. Executado principalmente com a finalidade de chamar atenção da comunidade para problemas e questões sociais.
Na década de 70 ele chega ao Brasil atingindo um objetivo da cultura popular. Torna-se um movimento artístico extremamente influente, começando a conscientizar diversas camadas da população por todo o país. Ganhando mais tarde, espaço em exposições artísticas, campanhas publicitárias ou sociais.
Como toda arte, o grafitti embeleza, enriquece e agrega valor ao lugar em que está presente, mas como nem só de beleza vive o artista, o movimento acima de tudo é social. E objetiva alimentar a mente com conteúdo, conscientizar e fazer com que o ser humano deixe de lado sua parte egoísta e materialista para se atentar e valorizar situações de real importância que atingem a massa popular.
É necessário que se observe a arte com um olhar engajado, para que se fuja da alienação e que as mensagens transmitidas para a população tragam efeito positivo. A união de forças populares, sociais e governamentais em busca de melhorias para um todo.
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segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Graffite: Expressão e Arte

  





   Hoje em dia é impossível sair pela cidade e não se deparar com algum muro grafitado. Apesar de ainda ser muito criticada, essa expressão artística foi inserida na nossa sociedade como uma arte. Através das tintas, rolos e sprays, esses artistas utilizam a cidade como um meio de comunicação. Por meio dos signos, eles expressam seus sentimentos e seu descontentamento com os problemas sociais. 
   Durante os primórdios da humanidade, o homem se expressava por meio de desenhos em cavernas, retratando a sua rotina, os animais que caçou, suas invenções etc. Esse tipo de expressão prevaleceu ao longo dos anos, desde os hieróglifos das pirâmides do Egito, indo para as grutas de Lascaux, na França, chegando aos dias de hoje na forma do grafite, que se encontra presente em milhares de cidades ao redor do mundo. 
   Quando surgiu nos Estados Unidos na década de 70 ele era um modo de dar voz aos guetos americanos, um jeito de fazer com que notassem aquela parte esquecida da sociedade. No Brasil, o grafite chegou no final da mesma década, porém como forma de protesto e rebeldia durante a Ditadura Militar e o enorme poder da censura que dominava o país. Uma forma do povo expressar seu descontentamento. 
   O grafite esteve presente por milhares de anos, acompanhando o processo evolutivo e demarcando o espaço. Seu sucesso talvez se deva pela rapidez com que a mensagem é assimilada. Ao olhar, consegue compreender rapidamente e passa a refletir sobre o que está retratado. Esses artistas se destacam trazendo cor em meio o caos da cidade moderna. Criam uma vasta amostra de arte, livre para todos apreciarem e deixarem a sua marca.



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segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Trajetória do Graffite

 Os seres humanos sempre sentiram  necessidade de se comunicar e se expressar, e encontrou por meio da expressão artística um modo de passar suas mensagens. Graffiti vem do italiano “grafito”, que significa “escrever com carvão”. As pinturas rupestres podem ser consideradas uma forma pré-histórica do grafite e até no Império Romano já utilizavam esse meio para chamar a atenção da sociedade para as questões sociais.
Foi nos anos 70 que este movimento ganhou forma nos guetos americanos. Esses artistas eram chamados de “writes” (escritores), pois escreviam seus próprios nomes ou frases de protesto para chamar atenção da comunidade. Eles escreviam em trens e muros para alcançar o maior número de pessoas possível, e assim a sociedade passou a prestar atenção nos subúrbios.

Rapidamente este movimento se espalhou pelo mundo, e hoje é possível encontrar diferentes tipos, contextos e estilos. Os mais utilizados são wild style, throw up, bombing e o hall of fame e Stencil.

No Brasil, o graffiti chegou no final dos anos 70 nas ruas de São Paulo,  primeiro por meio das pichações poéticas e depois  com a stencil art. Rapidamente este tipo de expressão artística foi ganhando adeptos, tornando-se um movimento artístico de grande influência na capital paulista, chamando atenção de todo o país. Já na década de 1980, alguns grafiteiros(as) tiveram seus trabalhos expostos na Bienal Internacional de Arte de São Paulo e passaram a ser requisitados(as) para eventos e para trabalhos de publicidade. Durante a gestão da prefeita Luiza Erundina (1989 a 1992), grafiteiros(as) foram chamados(as) a realizar intervenções coletivas na cidade, iniciativa que contribuiu para superar  o preconceito de setores da sociedade que confundiam o grafite com pichação. 
Hoje o grafite já é inserido na sociedade como uma forma de arte, e isso devemos a artistas de vanguarda como Alex Vallauri, pioneiro do grafite no Brasil. Vallauri não teve oportunidade de se popularizar nem tampouco conseguiu se consagrar como artista, vindo a falecer com apenas 38 anos.  

Existem galerias e escolas voltadas para esta arte e vários projetos que buscam embelezar a cidade. O graffiti faz parte da vida urbana, é praticado principalmente por jovens e está ligado a diversos outros movimentos sociais, em especial o Hip Hop. Hoje, nomes de brasileiros(as) como “Os gêmeos”, “Eduardo Kobra” e “Crânio” “Nina” e outros(as), são reconhecidos mundialmente. 


Abaixo alguns exemplos de estilos do graffiti:



Stencil
Molde recortado em cartolina, radiografias, ou outros materiais de maneira a criar formas,encostando esse molde a uma superfície, e passando spray por cima, ficando com as formas subtraidas à cartolina, pintadas na parede. Ideal para fazer em superfícies pequenas, é rápido de executar, e permite também reproduzir o mesmo desenho em vários locais.





Throw - Up

O tipo de graffiti mais difícil de definir, mas uma possível definição para refere-se qualquer tipo de graffiti que viva só dos contornos e não esteja preenchido.





WildStyle
Estilo de graffiti nascido em Nova Iorque nos anos 70. É um estilo bastante complexo, que vive muito da intersecção de formas e que normalmente tem um elemento característico que são as setas. O resultado final torna-se algo altamente indecifrável para quem esteja fora do graffiti e, por vezes, até para quem está por dentro.




Bombing
Pode ser considerado qualquer tipo de graffiti ilegal. No entanto, quando se fala de um bombing ou bomb, fala-se de um graffiti na rua (não em comboios ou metropolitanos) e que não se encaixa nas definições de tag (pseudónimo do criador do graffiti, nomeadamente a sua assinatura) ou throw-up (estilo de graffiti, caracterizado mais a frente).



Hall Of Fame
Hall-of-fame é um graffiti mais pensado e mais trabalhado, dando importância não só ao lettering (escrita) , mas também aos fundos e eventuais characters (personagens).
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