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terça-feira, 18 de novembro de 2014

CIBERCULTURA X UNDERGROUND

                      Cibercultura em relação à cultura underground

Com o barateamento e diminuição física dos computadores, no final da década de 1980, a internet se popularizou e foi um grande intensificador da globalização, deixando de ser utilizada apenas para trocas de informações e processamento de dados e passando a ser utilizada também tanto em atividades comerciais quanto na comunicação interpessoal, em webjornais, blogs, e em novas formas de interações sociais.
Esse avanço tecnológico foi um grande passo para a sociedade em que vivemos hoje. Qualquer pessoa que tenha um dispositivo eletrônico com acesso à internet consegue conversar, mandar mensagens, criar textos, acessar as redes sociais, entre outras infinitas possibilidades de uso. Sendo assim, muitas pessoas adquirem maior facilidade em fazer parte de um grupo social, mesmo que seja virtual, pois há muita comunicação entre esses grupos, e pela internet são organizados vários eventos, encontros, protestos e etc.
No caso da cultura underground, pode ter sido uma forma mais fácil dos indivíduos deste universo interagirem entre si, já que eles não seguem nenhum padrão oferecido pela mídia e por terem modos diferentes de agir e de se vestir, o que em algumas vezes lhes causam constrangimento ao saírem na rua devido à resistência da sociedade em aceitá-los.

Desta forma, surge um novo âmbito virtual caracterizado pela conectividade generalizada, instantaneidade e pela capacidade de estar ao mesmo tempo em toda parte chamado: cibercultura, em que qualquer indivíduo pode, a qualquer momento, emitir e receber informações em tempo real e de partes diferentes do planeta, de modo que possibilita, por exemplo, a interação de culturas de uma pessoa que está aqui no Brasil e de outra que está lá no Japão.


Querendo quebrar estereótipos e não seguindo regras impostas pela mídia hegemônica, por meio da cibercultura, os adeptos da cultura underground sentem-se cada vez mais livres para expressarem suas opiniões e ideais, uma vez em que são completamente diferentes da maioria na sociedade, não só onde moram, mas também no mundo todo através de um simples clique no mouse.


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terça-feira, 11 de novembro de 2014

SUBVERSIVO POR ONDE FOR

Subversivo por onde for 

Como já sabemos, viver um modo underground é ser subversivo e buscar romper estereótipos. Mas a questão que não quer calar é Onde?
 Segundo o Escritor, Cientista Social e Professor, Rafael Colavite “Logo, ao procurar-se contracultura os olhos devem se voltar ao escuro que os holofotes não atingem. Às músicas que não tocam nas rádios, às bandas que a MTV não menciona, aos festivais de rock do sul de Minas Gerais, como o Rock In Lago”.
            Isto também se aplica aos lugares que buscam frequentar. Obviamente não existe um único foco ou local, pois o movimento underground foge de qualquer “ponto de encontro”.
               Porém, o CLASSE E separou algumas dicas de alguns locais pra vocês.
 A primeira dica é uma Igreja chamada CrashChurch – Underground Ministry.

                                 IGREJA underground? É isso aí, existe mesmo.
            Lá não importa se você tem tatuagens, piercings, se o seu cabelo é colorido ou se você só usa roupas pretas, qualquer pessoa se sente livre para ser um membro dela.
            A Crash Church, além dos cultos, também organiza vários eventos com shows para quem quer curtir um som de rock com músicas compostas por letras cristãs.
“Ele espalha sua mensagem Cristã com Rock pauleira” , essas são as palavras de Jô Soares para denominar o Antonio Carlos Batista do Nascimento, o membro dessa Igreja.
Confira aquia entrevista dele falando sobre a igreja.
 E não para por aí, a igreja também já teve divulgação até no SBT, confira a reportagem

       Ficou interessado? Você pode conhecê-la, a sede fica Rua Marquês de Olinda, 48 – Vl. Dom Pedro I – São Paulo/SP (5 minutos da estação de metrô “Alto do Ipiranga”),
E também mais informações você encontra no site vocês encontram os outros endereços e tudo sobre a igreja.
       Outra grande dica de lugar underground para curtir o final de semana é o CAOS Augusta.

          O Caos é um misto de loja de antiguidades durante o dia que vira bar durante a noite. Além de ser palco para programa de TV (The History Channel Brasil) situado na Rua Augusta, 584, no Centro de São Paulo.
            Ele fica aberto todos os dias e chama muita atenção de todos, não só pelo sucesso, mas pela disposição e decoração do local, dá uma olhadinha:
Além de ser muito frequentado eles também locam todos os itens de decoração.
Gostou? Dá uma olhadinha na página do face deles aqui.  
     Pois é pessoal, lugares para você com toda sua ''subversividade'' frequentar não faltam, seja pra seguir uma crença ou apenas pra se divertir com os amigos em um final de semana! Mas claro, ser underground é fazer até mesmo da esquina de casa um lugar de expressão pessoal.

Veja no Guia da semana, alguns bares e baladas alternativos de São Paulo. 

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terça-feira, 4 de novembro de 2014

ENTREVISTADOS DA SEMANA: BANDA VERANNO ROCK

Entrevistados da semana: BANDA VERANNO ROCK


       Ser diferente é diferir de tudo oferecido pela mídia hegemônica.
      Seguindo este pensamento da semana passada, hoje iremos falar da Música Underground, conhecida também como universo de “bandas independentes”, ou seja, não possui nenhum vínculo com produtoras.

   Como exemplo, entrevistamos Igor Engler, guitarrista da banda VERANNO ROCK. Igor respondeu em nome dos integrantes o que é ser uma banda underground. E para eles ser underground é: "faça você mesmo, do seu jeito.
A Veranno Rock é composta por Igor Engler na guitarra, Hugo no baixo, Marcelo Franco na bateria e Vinicius Savanini no vocal.



             Todos já se conheciam, haviam tocado juntos algumas vezes. E foi em uma festa que tudo começou, quando uma amiga deles pediu que tocassem. E não é que deu certo mesmo? Os garotos se empolgaram e isso levou à formação da banda que hoje está no maior gás!
 ‘’ A gente acabou se reunindo, tocando e pegando gosto pela coisa, automaticamente acabamos dependendo desse vicio de tocar e querer fazer acontecer. E como todo mundo tem que começar do zero e correr atrás, já é independente de início’’.
 Desde pequenos já possuíam influências familiares em relação aos gostos musicais que hoje os atraem.
  “Vinícius cantava desde pequeno, Eu comecei cedo também muita influência de música pelos meus pais, alias todos nós desde pequenos tivemos uma boa influência musical e aptidão”, conta Igor.
  Como qualquer banda autônoma é preciso muito suor, garra e determinação; eles não ficaram de fora não... Já sofreram muitas dificuldades neste universo musical?
  ‘’ Por a gente não ter um suporte de produtora, corremos atrás de tudo, já tocamos em casas de show muito pequenas, sem condição e sem equipamento. Ai temos que nos virar para fazer um bom show. Já vendemos ingressos, tocamos numa balada onde a galera simplesmente foi embora quando começamos a tocar... Todo tipo de coisa’’.
















        Fizemos uma pesquisa na Internet só para entendermos um pouquinho melhor sobre a origem e como começou essa ideia de bandas independentes.


        Existe uma expressão do inglês chamada‘’indie’, que significa independente, ou seja, tudo que é criado por músicos, produtores e artistas que não possuem contratos e vínculos com grandes empresas e lançam os seus projetos independentemente, designando um gênero musical geralmente associado ao punk-rock, rock e pop. Foi na década de 80, no Reino Unido onde tudo começou.
  Podemos dizer também que as conhecidas ‘’bandas de garagem’’, tiveram grandes influencias no surgimento das bandas que não possuem produtoras, pois são feitas na qualidade de empreendimento amador. Aquela coisa de ‘’Tocamos por hobby'’, ‘’Por Diversão’’.
  Desde aí surgiram inúmeras bandas com diversos estilos, carregadas por uma grande mistura de gêneros musicais. Porém, vale ressaltar que muitas destas bandas que começaram de forma autônoma se tornaram bandas ‘’comuns’’, ou seja, com uma produtora, gravadora e em busca de estarem no auge da mídia e de fama.
  Perguntamos ao guitarrista da Veranno qual sua opinião sobre bandas que não são independentes. E sobre as bandas que antes eram independentes e não são mais:
   ‘’Tem pessoas que fazem uma imagem disso como se fosse a pior escolha de uma banda "Ah tu vai ser controlado, som vendido ou imagem vendida". Existe esse certo preconceito mas as pessoas não sabem o que realmente uma banda fez até chegar lá, por exemplo o Nx Zero, era uma das melhores bandas independentes e depois que a banda passa assinar com a gravadora o trabalho continua só que de modo diferente, então respeitamos muito porque uma banda que chega a esse patamar ralou muito’’.
  Para a banda ser independente vai muito mais além do que a fama ou o sucesso, pois são totalmente livres para fazer o som que realmente querem e gostam.
  ‘’Quando você está em mãos de uma produtora, você segue o que é falado por eles, tanto no som como planejamento e imagem. Sendo independente você tem uma liberdade em todos os aspectos. E fazer o seu suor valer a pena, não só na música, mas em toda profissão é acreditar e partir para cima!’’
  Hoje, ter uma banda ficou muito fácil. Tudo aquilo que é feito com muito esforço, vontade e prazer, tem grandes resultados. E mesmo sendo bandas independentes ou ate mesmo bandas que buscam a fama. Igor finaliza a entrevista com uma bela mensagem:
  ’ Galera ,confie no seu som, no seu trabalho, faça por amor, corra atrás!’’


  E você, já pensou em montar sua própria banda? 
  Ah! Separamos algumas referencias de bandas independentes. Confira aqui nesses sites:


*super.abril.com.br  - 15 artistas e bandas independentes brasileiras para baixar e curtir *papodehomem.com.br  - 10 bandas de rock brasileiras que valem o play

 


Na próxima semana iremos falar de alguns lugares bem diferentes. Aguardem....
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