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quinta-feira, 13 de novembro de 2014

O FIM DE TODAS AS COISAS



   Chegamos na ultima matéria, o fim da sua jornada pelo mundo de um fã, espero que você tenha gostado, por que agora nós vamos falar do “depois”.  Ser fã é uma experiência da juventude, e gostando ou não, a juventude não é eterna.  Então o que vem depois? O que é que acontece com a admiração de um fã para o seu ídolo depois que se torna adulto?
   Eu sei, parece óbvio que você jamais vai parar de amar o seu ídolo, mas lembre-se, você provavelmente já pensou que não pararia de brincar com as suas Barbies, ou seus Max Steels. O que acontece é que o ídolo é muito mais do que apenas uma imagem a ser adorada, ele é uma inspiração, saiba que seu ídolo influenciou a sua personalidade até aqui, e vai continuar influenciando, mesmo depois que você se tornou  um adulto completo.
    Mesmo depois que paramos de chorar com clipes novos, humilhar posers, e passar horas e horas ouvindo o ultimo álbum no repeat, começamos a nos preocupar com contas, filhos e... o que mais os adultos fazem? Nós continuamos sendo os mesmos fãs que passaram uma parte considerável de suas vidas se expondo a essas músicas, e isso vai sim causar efeitos, mesmo depois que você se despedir do Fandom. De acordo com a Heriot-Watt University, assim como a nossa personalidade influencia no nosso gosto musical, as músicas que ouvimos fortalecem certas partes dela:

Fãs de Blues: Autoestima elevada, criatividade, extrovertidos e gentis.
Fãs de Jazz: Autoestima elevada, criatividade e extrovertidos.
Fãs de música clássica: Autoestima elevada, criatividade e introvertidos.
Fãs de Reggae: Autoestima elevada, criatividade, não gostam de trabalhar, extrovertidos e gentis.
Fãs de Indie: Autoestima baixa, criatividade, não gostam de trabalhar.
Fãs de Rock e Metal: Autoestima baixa, criatividade, não gostam de trabalhar, introvertidos e gentis.

Fãs de Pop: Autoestima elevada, gostam de trabalhar, gentis e pouca criatividade.

  Então nós não largamos nossos ídolos completamente assim que saímos do Fandom, os efeitos da vida de fã, mesmo que não sejam visíveis, existem. Mas existem exceções, algumas pessoas não aceitam muito bem o fato de terem que largar seu ídolo em um certo ponto de suas vidas, eles cultivam esse amor ainda mais, e em alguns casos, passam dos limites. Assim que o ídolo para de ser apenas um modelo, e passa a ser uma obsessão, o fã deixa de ser fã, e se torna um fanático. Essas pessoas colocam seus ídolos como prioridade, e é quase certo passarem de todos os limites em algum momento. E alguém assim, provavelmente vai preferir ficar de plantão no twitter para o lançamento de um clipe novo, a alimentar seus filhos por exemplo.
   Mas a admiração excessiva pode não ser tão ruim, pense que cada ídolo já teve um ídolo antes, e que provavelmente foi essa pessoa, ou banda, que o inspirou a ser quem é hoje. O seu ídolo provavelmente vai inspirar alguém do fandom, e essa pessoa pode se tornar o próximo ídolo de alguém, e inspirar alguém do seu fandom, e assim por diante.
    O mundo de um fã é bem mais fascinante do que parece, certo? Ser fã é bem mais legal do que dizem, o fandom é bem mais divertido do que se achava, e o ídolo é bem mais importante do que se pensava. Então, agora que você já sabe tudo sobre o assunto, coloque o fone de ouvido, põe a sua melhor playlist, e vai se divertir no Fandom, porque você não vai ser jovem pra sempre, um dia você vai ter que se despedir, então aproveite!
   Mas agora é nossa vez de se despedir. Infelizmente, essa foi a nossa última matéria, foi bom enquanto durou, então muito obrigado a todos que nos acompanharam, foi um prazer imenso escrever pra vocês.  Mas o mundo dos fãs muda todo dia, então quem sabe a gente volta com novas matérias, até lá... Bye Bye!

PS: E não se esqueçam de que amanhã (14/11) na Arena Anhembi tem show do Arctic Monkeys, e a gente vai estar lá. Então se você ainda não cansou da gente, entra na nossa página que amanhã tem cobertura do show!
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quinta-feira, 6 de novembro de 2014

A GUERRA DOS TRONOS


   A esse ponto você já deve ter entendido como funciona um Fandom, nós somos uma comunidade que serve a um líder, o nosso ídolo. Mas como você também já deve ter entendido, existem milhares de outros fandoms, alguns maiores, outros menores. E como nós vivemos nesse minúsculo Kinder Ovo chamado internet, não é difícil, nem raro, que dois fandoms se encontrem, e quando isso acontece, pode ser que o resultado seja muito bom, ou muito ruim.
   
Como por exemplo o antigo “Bandom”: O “Bandom” é como era conhecido a junção de vários fandoms das bandas “emo”, como Paramore, Panic! At The Disco, Fall Out Boy, My Chemical Romance, Green Day etc. Como todas essas bandas tinham estilos parecidos, era natural que os fãs se dessem bem juntos. Quando a relação entre fandoms envolve apenas os fãs, essa ligação não passa de uma mera informalidade, mas quando os ídolos se envolvem, a coisa fica seria. A união do Fandom do Panic! At the Disco e do Fall Out Boy, vai muito além dos fãs terem “estilos parecidos”, os integrantes das duas bandas são amigos no mundo real, tanto, que a amizade entre Brendon Urie (vocalista do P!atd) e Pete Wentz (baixista do FOB) fez com que os dois fandoms se unissem praticamente como um só. A união dos dois fandoms foi tão forte, que os fãs de P!atd não pouparam esforços para acolher os fãs de FOB quando a banda entrou em “hiatus”, e os dois permaneceram juntos até que a banda voltasse aos palcos.

    Mas como no mundo dos reinos, nem tudo são flores, nem sempre quando dois fandoms se encontram, é para formar lindos laços de amizade. Quem não se lembra de quando os milhares de Directioners (fãs de One Direction) destroçaram a meia dúzia de fãs do The Wanted? Aquela briga foi tão injusta, que não vamos nem entrar em detalhes (R.I.P. The Wanted). Mas os fãs sabem criar entretenimento de qualidade quando querem, ainda mais quando dois dos maiores fandoms entram em guerra. Não é de hoje que os Little Monsters (fãs de Lady Gaga) e os Katycats (fãs de Katy Perry) praticam o melhor do cyber-bullying uns com os outros, não se sabe bem o porque dessa briga ter começado, o importante é que ela se tornou o melhor reality show da web, pelo menos para quem estava de fora.

    A rixa se tornou uma guerra quando os ídolos começaram a jogar farpas uma na outra, embora não haja confirmação de que os ataques foram de proposito, Katy Perry e Lady Gaga lançaram ambas, os singles Roar e Applause respectivamente, com um curtíssimo período de tempo entre eles. Como se não bastasse, as duas lançaram seus novos álbuns, Prism da Katy, e ARTPOP da Gaga, novamente em datas muito próximas, e é de conhecimento geral, quando um ídolo lança um álbum novo, o Fandom respectivo “surta” (passam horas nas redes sociais em desespero, postando milhares de coisas sobre o novo álbum), e todos os outros fandoms devem respeitar esse momento. Mas o que esperar quando dois fandoms inimigos surtam ao mesmo tempo? Era como presenciar uma guerra de verdade, nenhum site era seguro, os ataques iam de xingamentos bobos, até ameaças de morte. O “tiroteio” repercutiu tanto, que no dia 12 de novembro de 2013, foi ao ar um episódio especial da, um dia muito boa, série Glee, nomeado “A Katy or a Gaga” onde eles tomavam a guerra das duas como tema principal.

    E se você acha que esse tipo de conflito não é “nada sério”, pense de novo, por que cyber-bullying é agressão psicológica, e pode causar muitos danos as vítimas, então pense bem antes comentar qualquer coisa na internet, independente das suas motivações, e proteger a honra do seu ídolo não é motivo pra ameaçar uma pessoa de morte. A briguinha entre os Little Mosters e Katycats foi até engraçada durante um tempo, mas quando a coisa começou a ficar séria, iniciaram até mesmo uma campanha nas redes sociais contra a “guerra de fandoms”, e você sabe que isso chegou longe demais quando a MTV entra na briga, e leva um esporro da própria Katy.

     Então, agora que você já sabe como as relações entre fandoms funciona, faça amizade, não guerra. Vamos deixar Gaga vs Katy como a última guerra de fandoms, nós já temos uma história pra contar, não precisamos de mais uma. E semana que vem é a última matéria sobre esse lindo e mágico mundo dos fãs, o que nós podemos levar de “Narnia” para o “mundo dos adultos”?  Então, até a próxima! Bye bye!

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